Como está a alma da sua empresa?

And so this is… era digital. Era de revoluções, de quebra de um zilhão de paradigmas.

Talvez, na sua percepção, já aqui neste texto, não haja nada de novo nessa minha primeira frase, se levarmos em consideração que nós, os humanos, somos seres criativos e que, portanto, estamos sempre (re)criando, como se estivéssemos vivendo um eterno ciclo de construir, desconstruir e transformar. Sempre foi assim. Foi assim no passado, em todas as outras revoluções. Então, não há novidade.

Mas o ponto é que, para muitos de nós, essa era parece estar colocando tudo – ABSOLUTAMENTE TUDO – em discussão e de uma forma muito rápida. E, talvez, a velocidade seja o aspecto principal, aquilo que diferencia tanto essa era das anteriores.

E, de fato, são zilhões de mudanças mesmo. Ao mesmo tempo. Tudo junto e misturado. São novas crenças, representações familiares, novos comportamentos, novas profissões, soluções tecnológicas (inclusive, a todo instante rs), novos modelos de negócio e por aí vai. E, assim, fica claro que as mudanças não estão acontecendo somente no ambiente tecnológico. Elas estão por toda a parte. Porém, de uma forma ou de outra, a tecnologia está sendo um catalisador de tudo isso. Como dizem, a tecnologia não pede passagem. Ela simplesmente passa.

E, diante de tanta mudança, essa era parece estar obrigando a humanidade a abrir espaço para toda forma de diversidade (mesmo que a gente ainda não saiba respeitar e valorizar tão bem toda essa pluralidade), uma vez que agora qualquer um pode ter acesso a informação a qualquer momento e de qualquer lugar e, principalmente, pode dar sua opinião sobre tudo o que quiser. São múltiplas vozes, inúmeros produtores de conteúdo, de conhecimento #PowerToTheEdges 🙂

E o “poder” nas mãos das “margens“, palavra que pode substituir aqui todo aquele que em algum momento nessa vida não se sentiu ouvido, tem mudado a forma de todos nós nos relacionarmos com tudo, amigos, família, governos, empresas, etc. Aquela falsa ideia de controle, que os padrões de outrora (rs) tentaram passar, caiu por terra (mesmo que ainda existam pessoas agarradas a essa ideia). Uma única postagem nas redes sociais, por exemplo, pode causar muito caos entre dois amigos ou, até mesmo, entre países (vou omitir exemplos só para não soar partidária rs). Ou seja, é quase um efeito borboleta.

Bom, e onde eu quero chegar com toda essa reflexão? Hoje eu quero chegar à visão empresarial de objetivo de negócio nessa era digital e de poder às margens. Isso. Meu post é sobre as marcas.

Sabe por que eu quero escrever sobre isso hoje? Porque uma série de provocações têm vindo à minha cabeça por esses dias sobre a cultura empresarial, considerando tudo o que tenho lido, observado e vivenciado nesse contexto, de empresas por todo o mundo.

Isso porque, se (e somente se) #IronicModeOn rs:

  • Tudo está mudando na velocidade da luz
  • A diversidade está metendo os dois pés nas portas
  • Colaboradores, clientes e a sociedade como um todo podem colocar a boca no trombone

Por que ainda há:

  • Uma ideia de que há controle nesse mundo digital sem fronteiras e de mar aberto?
  • Medo da disrupção?
  • Tantas relações tão egóicas, marcadas pela ausência de confiança, de verdade, de inteligência emocional?

Não é à toa que há uma “onda”, cada vez maior e mais forte nesse mundo, de expansão de consciência, que, considerando as implicações desse movimento no contexto corporativo, começa a falar sobre liderança e autoconhecimento (para estabelecermos relações mais saudáveis com os outros), sobre propósito (ao invés de visão apenas business-centric, de foco míope em objetivos e metas de negócio), de um capitalismo mais consciente (pautado num princípio de geração de valor compartilhado, numa relação de ganha-ganha entre empresas, clientes e demais envolvidos na cadeia de valor), de clientecentrismo (é a necessidade do cliente que vai pautar os objetivos de negócio e não o contrário), de novos métodos de trabalho (como os métodos ágeis, para garantir entregas contínuas e efetivas). Não é à toa tudo isso, ainda que, nesse cenário de transformação, a gente não saiba dizer com clareza o que é novo e o que é novidade. O que veio pra ficar ou o que é modinha.

O mais importante é olhar mais de cima e ver que há algo em comum em tudo isso: a natureza humana falando mais alto. E, pra mim, o nome dessa característica inata é cooperação, colaboração.

Hoje as pessoas são a alma de qualquer negócio. E uma empresa será consciente do seu impacto social e econômico na mesma medida em que forem seus controladores, líderes, colaboradores.

As empresas que não ouvirem esse chamado da sua alma (isso mesmo, alma, pois, por mais que em alguns casos muita gente se esqueça, empresas são formadas nada mais nada menos do que por pessoas) serão descontinuadas ao invés de desconstruídas e transformadas, como aconteceu no passado.

Seguirei com minha reflexão.

2 comentários sobre “Como está a alma da sua empresa?

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