Mensagem aos aniversariantes do mês: reflexões para mais este ano de vida

Então, dia 18 foi meu aniversário. Um dia depois de eu ter terminado meu período de quarentena (pois é, eu venci a Covid!). Um dia depois de eu ter ficado mais de 9 dias de repouso forçado, rs, porque, se for deixar por mim, eu abarroto a minha rotina de trabalho e estudo.

Meu corpo tinha adoecido. Eu precisava parar. E, mesmo resistente, eu parei. E, quando você para, você sente. Você se escuta. Tá certo que não precisava uma Covid para me fazer parar, mas, como minha terapeuta já me disse algumas (muitas) vezes rs, enquanto nossa sociedade continuar no piloto automático, ainda distante de atingir um nível mais elevado de consciência sobre a vida e sobre nós mesmos, as doenças seguirão fazendo o papel de trazer tudo à tona, para a consciência, de forma abrupta, mas que, ao mesmo tempo, te dá a oportunidade de se tratar, melhorar e, no caso dessa minha reflexão aqui, evoluir.

Então, às vésperas de mais um aniversário, eu refleti muito. E, como esse momento foi muito rico pra mim, quero compartilhar minhas principais reflexões com você.

Quem sabe esse meu momento de auto observação fala com o seu momento também! Muita prosperidade a você em mais este ciclo de vida!

A 1ª reflexão: equilíbrio!

Essa tava na cara rs. Mesmo depois de muitos anos de terapia rs, eu percebi que ainda tenho muita dificuldade de me respeitar. Respeitar meu cansaço, minha necessidade de sono, de lazer.

Sabe por quê? Porque eu aprendi que para a gente ter algo na vida e se sentir merecedor, a gente precisa de muito esforço e sacrifício. Eu vim de uma família de batalhadores, que, depois de alguns acontecimentos nos primeiros meses de casamento, tiveram que, praticamente do nada, sem moradia e dinheiro, lutar muito para conquistar emprego, casa própria e criar bem as filhas.

E eu me orgulho muito de ser de uma família de trabalhadores. Isso pra mim é um valor e minha experiência de vida já me mostrou várias vezes que, para você conquistar um bom estudo, um bom trabalho, realizar seus sonhos, você precisa batalhar mesmo. Então, “perder a mão”, para mim, é muito fácil rs. Não vou nem te falar meu signo rs.

E aí a falta do equilíbrio e do respeito comigo mesma foi o ponto da minha reflexão. Percebi em mim um sentimento de culpa por tirar um momento para descansar, por dormir as horas que eu preciso, por reservar uma hora para almoçar por dia, por passar o final da semana inteiro com minha família sem colocar a mão no notebook rs. E a falta de equilíbrio traz sofrimento. E é isso que não é legal. Quando o esforço começa a trazer sofrimento, ele para de ser saudável, mesmo quando você ama o que faz! E, aí, um caminho que deveria ser de satisfação por objetivos conquistados se transforma em um caminho de mais cobrança, de angústia, de obrigação.

Então, aqui já nasceu o meu primeiro pacto comigo mesma para este novo ciclo: mais equilíbrio em 2021!

E eu desejo o mesmo a você!

A 2ª reflexão: o que é o mais importante?

Se alguém te perguntasse agora qual é a coisa mais importante da sua vida neste momento, o que você responderia? Sua família? Seu emprego? O sábio Sadhguru, líder espiritual contemporâneo, regularmente convidado para falar em conferências globais de prestígio como a Cúpula Mundial da Paz nas Nações Unidas, responde: a coisa mais importante é a própria vida! É o fato de estarmos vivos! É com a vida que tudo vem à existência. Pode parecer óbvio, mas muitas vezes o óbvio tem que ser dito, não é? Foi assistindo ao canal dele no Youtube que eu vi pela primeira vez essa provocação da forma mais lúcida possível (veja aqui)!

Só estando vivo que você pode, então, seguir listando todas as coisas que são importantes para você.

Além de me ajudar a voltar a atenção para o que realmente mais importa, que é a vida, essa reflexão me fez lembrar do quanto ainda preciso evoluir muito em cuidar da minha saúde, que é o mínimo que qualquer um de nós precisa para estar livre de doenças, por exemplo.

Fiz um curso sobre produtividade e alta performance na escola Conquer que o professor trouxe a famosa Pirâmide de Maslow, que mostra a hierarquia das necessidades humanas em três eixos. E qual eixo está na base de tudo? Exatamente o da nossa necessidade fisiológica. Na sequência, indo em direção ao topo da pirâmide, vem os eixos psicoemocional e social. O professor encerra esse módulo deixando claro que viver em alta performance é ter esses três eixos equilibrados e que, para fazermos tudo o que a gente quer e necessita, precisamos otimizar a máquina humana para distribuir bem a nossa energia.

E, como a gente vai conseguir realizar todos os nossos sonhos, se a base da nossa pirâmide não está ok? Se estamos com a energia baixa, sem vigor físico, negligenciando a alimentação, sem cuidar da saúde? O livro “O Poder do Hábito”, best-seller escrito pelo Charles Duhigg, traz um dado surpreendente: 40% do que fazemos é em modo piloto automático. Ou seja, se os nossos hábitos não estiverem tão bons, imagina o quanto a gente deve estar fazendo mal a nos meses, e, aí, vai ser difícil conquistarmos o que a gente almeja. Mas a boa notícia é que a gente tem a capacidade de mudar hábitos. Graças a neuroplasticidade do nosso cérebro!

Mas, para que gente consiga desenvolver novos hábitos, é preciso ação. E o mesmo livro mostra que, para que uma ação se torne um hábito, a gente precisa, nessa ordem: se lembrar, se cobrar, se motivar e, por fim, se recompensar.

Então, bora tirar mesmo o projeto verão do papel, fazer todos aqueles check-ups que estão pendentes, cuidar da saúde e, ao final de cada objetivo atingido, comemorar!

A 3ª reflexão: retrospectiva e agradecimento

Recebi um e-mail que dizia que o aniversário é o nosso momento de réveillon conosco. rs E isso não está errado. O aniversário é quando o nosso novo ano começa, não é?

Então, por que não fazer uma retrospectiva? Por que não parar um momento para pensar sobre o que foi significativo para você não só no último ano como também na sua história de vida? Eu sei que muita gente prefere deixar no passado o que viveu no passado. Mas ninguém precisa mais sofrer pelo o que passou. Afinal, passou, não é mesmo? O máximo que a gente pode fazer é aprender com o que passou. E por que não agradecer por tudo o que você viveu, aprendeu e todos os sonhos que você já realizou?

Eu amei fazer a minha retrospectiva! De verdade! Eu me orgulhei da minha história, do que já conquistei, do que eu vivi, do que aprendi. E eu já passei por muita coisa nessa vida. Coisas muito felizes e outras bem tristes e difíceis. Mas eu me orgulhei da minha conduta e da minha força em todos os momentos.

Me lembrei dos amigos que eu fiz, tanto aqueles que já passaram pela minha vida e quanto aqueles que estão já há algum tempo pertinho de mim. Me lembrei de todas as minhas vitórias, das viagens que fiz aos lugares que eu super queria conhecer. Me lembrei de muitas manifestações de carinho e de reconhecimento que já recebi. Me lembrei de momentos felizes, difíceis e tristes na minha família. Me lembrei das bençãos que estão por vir, as quais a vida já me deu o prazer de saber. Vi o quanto eu sou querida e o quanto eu faço bem para as pessoas que estão à minha volta! E eu agradeci ao universo por tudo isso!

E sabe o que foi o mais legal? Eu realmente me orgulhei de mim mesma! E, na minha visão, esse foi um excelente exercício de valorização pessoal, de ver o quanto eu sou merecedora e de ver que eu mesma, sozinha, sou capaz de reconhecer minhas capacidades, meus dons e tudo o que eu ainda gostaria de aprender para ser uma versão ainda melhor para mim mesma e para os demais e, assim, continuar me orgulhando.

E você? Como seria a sua retrospectiva?

Eu desejo que ela te deixe tão orgulhosx de você mesmx quanto eu me orgulhei de mim. Desejo, principalmente, que você consiga fazer todo esse movimento de reflexão com saúde (sem Covid, pelo amor de Deus rs) e que você seja muito feliz em mais esses 365 novos dias!

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